SSERP SE MANIFESTA CONTRA A CRIAÇÃO DE NOVOS CARGOS DE ALTO ESCALÃO NA PREFEITURA

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O Sindicato dos Servidores Públicos de Tangará da Serra (SSERP), expressa sua oposição ao projeto de lei que propõe a criação de novos cargos de alto escalão na Prefeitura Municipal. De acordo com o Presidente Willians Reis, o projeto visa criar uma série de posições, como superintendentes e coordenadores, com salários que podem ultrapassar os cinco mil reais mensais. Esses novos cargos, inflacionam a folha de pagamento da prefeitura, em um momento em que há carência de servidores efetivos em áreas essenciais, como o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAMAE).

“Enquanto a prefeitura avança na criação de funções de alto custo, a realidade dos servidores públicos de Tangará da Serra continua difícil. Falta profissionais em diversas áreas e o servidor efetivo, aquele de carreira, continua com a folha salarial defasada. A prefeitura ainda não nos informou qual a porcentagem do RGA (Reajuste Geral Anual) que será aplicada aos servidores, e a categoria tem sido constantemente prejudicada, sem sequer um aumento real nos últimos 10 anos.” afirmou Willians.

A principal crítica do sindicato é de que a criação de cargos de alto escalão em meio a uma crise salarial é uma prioridade equivocada. Para o SSERP, a primeira medida a ser tomada deve ser a valorização do servidor efetivo, com a implementação de um aumento real e a correção das perdas salariais acumuladas ao longo dos anos. “Antes de criar mais cargos, a prefeitura precisa resolver a situação dos servidores que já estão na ativa, com salários defasados e sem qualquer perspectiva de melhoria.” Pontuou o Presidente.

A gestão do Sindicato ressaltou ainda que o descompasso entre as necessidades da administração pública e a valorização dos servidores compromete a qualidade dos serviços prestados à população e causa insatisfação no funcionalismo público. O SSERP reforça que a criação de novos cargos de alto escalão, enquanto os servidores efetivos continuam com salários baixos e sem aumento real, é uma medida insustentável e injusta. O sindicato segue cobrando que a prefeitura priorize o reajuste salarial e a valorização dos servidores que são a base do funcionamento da máquina pública.

Texto Assessoria de Imprensa e Comunicação SSERP