O Prefeito Vander Alberto Masson anunciou, por meio de suas redes sociais, a aplicação da Revisão Geral Anual (RGA) de 4,83% para os servidores públicos de Tangará da Serra. A medida, conforme prevê o artigo 37, inciso X, da Constituição Federal de 1988, tem como objetivo garantir a atualização periódica da remuneração dos servidores, evitando a corrosão causada pela inflação.
Embora a revisão seja um direito garantido pela Constituição e um passo importante para a manutenção do poder de compra dos servidores, os profissionais da área pública de Tangará da Serra reconhecem a situação de defasagem de seus salários sofrida nos últimos anos, decorrente de vários fatores. A alta acumulada dos preços nos últimos anos e a desvalorização do salário dos servidores em relação ao salário mínimo têm gerado um crescente descontentamento, com a percepção de que o reajuste não é suficiente para cobrir as perdas salariais acumuladas.
É inegável que a RGA de 4,83% tem um caráter obrigatório e o prefeito cumpriu essa determinação constitucional. No entanto, é preciso destacar que, apesar da importância dessa revisão, ela não resolve a questão da defasagem salarial, principalmente em relação ao poder de compra dos servidores em uma cidade que ocupa a 6ª posição em tamanho no estado de Mato Grosso.
Além disso, a implementação do piso nacional para os profissionais da educação, também anunciada pelo prefeito, é uma medida positiva, mas que ainda deixa em segundo plano a valorização de outras carreiras que compõem a estrutura de servidores municipais.
Diante desse cenário, Sindicato dos Servidores Públicos, através do Presidente Willians Reis, solicita que o Executivo realize um estudo técnico aprofundado sobre a valorização salarial dos servidores de carreira e tome medidas concretas para reverter a defasagem salarial o mais rápido possível. A valorização não pode esperar, e os servidores merecem reconhecimento e condições dignas de trabalho.
O Sindicato agradece ao prefeito pelo cumprimento da Constituição, mas reiteramos que é imprescindível que a valorização dos servidores vá além do cumprimento mínimo da legislação. A cidade cresce e os servidores, que são fundamentais para o funcionamento da administração pública, não podem ser deixados para trás.
Texto: Assessoria de Imprensa & Comunicação SSERP